Introdução

Cusco está situada a 3.400 metros (11.150 pés). Choquequirao, a 3.050 metros. Os passos de montanha em nossas rotas mais longas chegam a 4.650 metros. Nessas altitudes, o ar tem aproximadamente 40% menos oxigênio do que ao nível do mar.

Seu corpo não foi feito para isso — pelo menos não imediatamente. O mal da altitude, conhecido no Peru como soroche, A síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), que afeta uma porcentagem significativa de viajantes que sobem rapidamente acima de 2.500 metros, não é sinal de fraqueza e não tem nada a ver com seu condicionamento físico. É simplesmente a resposta do seu corpo a um ambiente para o qual ele não estava preparado.

Este guia explica o que é o mal da altitude, como preveni-lo e o que fazer caso ele o afete durante sua caminhada.

 

O que é o mal da altitude?

Ao subir, a pressão atmosférica diminui, o que significa que há menos moléculas de oxigênio em cada respiração. Para compensar, seu corpo respira mais rápido, seu coração bate mais rápido e você produz mais glóbulos vermelhos.

Essas adaptações levam tempo. Se você ascender mais rápido do que seu corpo consegue se adaptar, você desenvolve Mal Agudo da Montanha (MAM), comumente conhecido como mal de altitude.

 

Níveis de risco em altitude

Altitude

Nível de risco

Exemplos

0 – 1.500 m

Nenhum

Lima, cidades costeiras

1.500 – 2.500 m

Baixo

Arequipa (2.335 m)

2.500 – 3.500 m

Moderado

Cusco (3.400 m), Choquequirao (3.050 m)

3.500 – 4.500 m

Alto

Acampamentos em grandes altitudes

Mais de 4.500 metros

Muito alto

Passo de San Juan (4.650 m)

 

Quem está em risco?

Qualquer um. O mal da altitude não discrimina. Já vimos atletas de maratona sofrerem com isso, enquanto aposentados sedentários se sentem perfeitamente bem.

  • Fatores que NÃO predizem o risco: Condicionamento físico, idade, sexo ou peso.
  • Fatores que AUMENTAM o risco: Subida rápida, desidratação, consumo de álcool e histórico de mal de altitude grave.

 

Reconhecendo os sintomas

1. Sintomas leves (comuns)

Afeta entre 25 e 501 TP3T viajantes em Cusco.

  • Dor de cabeça (o sinal mais frequente)
  • Fadiga ou tontura incomuns
  • Dificuldade para dormir
  • Perda de apetite ou náusea leve
  • O que fazer: Descanse, hidrate-se (3 a 4 litros de água), tome analgésicos de venda livre (ibuprofeno) e evite o álcool. Os sintomas geralmente melhoram dentro de 12 a 48 horas.

 

2. Sintomas moderados (requerem atenção)

  • Dor de cabeça intensa que não responde a analgésicos.
  • Náuseas ou vômitos persistentes
  • Fadiga extrema (dificuldade em ficar de pé)
  • Falta de ar em repouso
  • O que fazer: Pare imediatamente de subir. Informe seu guia. Considere descer de 300 a 500 metros. Use oxigênio suplementar, se disponível.

 

3. Sintomas Graves (Emergência)

Raro nessas altitudes, mas perigoso.

  • HACE (Edema Cerebral): Confusão, alterações de comportamento, perda de coordenação (ataxia).
  • Edema Pulmonar de Alta Altitude (HAPE): Dificuldade respiratória extrema, tosse persistente com expectoração rosada, lábios azulados (cianose).
  • O que fazer: Descida imediata. Esta é uma emergência de vida ou morte. Nossos guias são treinados para iniciar os protocolos de evacuação instantaneamente.

 

Estratégias de prevenção

  1. Ascensão gradual: Chegue em Cusco pelo menos 48 horas (idealmente 72) antes do início da sua trilha. Passe o primeiro dia descansando.
  2. Hidratação: A altitude desidrata o corpo rapidamente. Beba de 3 a 4 litros de água por dia. Urina clara é o melhor sinal de que você está bem hidratado.
  3. Refeições leves: Dê preferência a carboidratos complexos (arroz, macarrão, quinoa) e evite alimentos pesados e gordurosos que retardam a digestão.
  4. Medicação preventiva: * Acetazolamida (Diamox): O medicamento mais eficaz para prevenção. Acelera a adaptação. (Consulte seu médico antes de usar).
    • Ibuprofeno: Pode ajudar a prevenir dores de cabeça causadas pela altitude.
    • Folhas de coca: Um remédio tradicional andino. Embora não haja comprovação científica de que previna o Mal Agudo da Montanha (MAM), mastigar folhas ou beber água pode ajudar. mate de coca Proporciona alívio subjetivo para muitos.

 

Mitos versus verdades

  • Mito: “A boa forma física protege você.” Ela afeta a todos igualmente.
  • Mito: “"O oxigênio cura isso." Ele apenas alivia os sintomas temporariamente; não acelera a aclimatação.
  • Verdade: “A descida é o melhor tratamento.” Uma descida de apenas 300 a 500 metros pode produzir uma melhora drástica.
  • Verdade: “"Suba alto, durma baixo." Esta é a regra de ouro do montanhismo que incorporamos em nossos projetos de rotas.

 

Segurança em altitude nos nossos passeios

Não nos limitamos a esperar pelo melhor; preparamo-nos para o pior. As nossas expedições incluem:

  • oxigênio suplementar portátil em todos os grupos.
  • Oxímetros de pulso Para monitorar os níveis de saturação de oxigênio.
  • Guias certificados WFR Treinamento em Primeiros Socorros em Áreas Remotas (Wilderness First Aid) em protocolos de altitude.
  • Comunicação via satélite para evacuações de emergência em áreas remotas.

 

PREGUNTAS

  • Devo tomar Diamox? Se você tem pouco tempo para se aclimatar ou histórico de Mal Agudo da Montanha (MAM), isso pode ajudar. Consulte seu médico.
  • O mal da altitude pode ser fatal? Apenas em casos graves e não tratados (HAPE/HACE). Com conhecimento adequado e orientação profissional, é quase totalmente controlável.
  • O álcool piora a situação? Desidrata o corpo e pode mascarar ou agravar os sintomas. Evite-o nas primeiras 48 horas em Cusco.

 

Conclusão

O mal da altitude é uma realidade nas trilhas dos Andes, mas não deve ser temido, e sim respeitado. Chegando cedo, mantendo-se hidratado e sendo honesto com seu guia sobre como você se sente, ele será apenas um pequeno obstáculo em seu caminho para Choquequirao.

Tem dúvidas sobre a altitude? Nossa equipe está aqui para ajudá-lo(a) a se preparar com base em seu histórico de saúde pessoal.